
A mulher tem um poder que muitas vezes passa despercebido. Sua força interior é muito maior que a força exterior de um homem. Ela é delicada, dedicada, compreensiva. Tenta sempre ser amiga, companheira, fiel. Algumas são egocêntricas, extremamente vaidosas, orgulhosas, duronas. Mas no fim do dia ainda é doce, bela e serena. Seu único defeito é intensificar a própria dor, se martirizar com lembranças, e se esconder no vazio, num falso sorriso. Andar sobre um salto não é fácil, mas quem disse que é desagradável? Nada melhor do que ser mulher. Erguer a cabeça, jogar os cabelos para o lado, e desfilar. Cada passo, uma vitória.
Rayane S. FELIZ DIA INTERNACIONAL DA MULHER!

Já sentiu raiva de sentir raiva? Já houve sequer um resquício de ódio que lhe penetra as veias, uma a uma, como se dominasse o seu próprio sangue e lhe atingisse onde mais é preciso de uma circulação pura? E, diante de toda essa queimação, quisesse apenas não sentir tanta raiva? Ou então, já sentiu aquela súbita “coisa” estranha que não tem nome, ou significado certo, exatamente por te tirar a respiração, por querer te fazer debulhar em lágrimas insossas (e não conseguir), e sentir aquela ansiedade em pular dias, horas, minutos, tudo mais rápido pra simplesmente fugir dessa coisa-estranha-insossa-e-repugnante, e poder sorrir em dias melhores? Me pergunto se é mais forte a raiva de sentir raiva, ou a própria raiva em si. São como grandes palitos, um querendo alfinetar o outro. (Certo, minha definição não teve sentido, mas é minha, afinal) Se alguém, souber a fórmula de extinguir essa coisa-estranha-insossa-e-repugnante, por favor, só me passe quando eu conseguir exprimir metade dela pelos olhos, porque enquanto isso não acontecer, é capaz de explodir e me matar por dentro.
— Extenuante
Há momentos em que a dor se expande de tal maneira, que lhe prende a respiração. O coração rejeita qualquer outro tipo de felicidade, mas ainda assim aguarda ansioso por dias melhores. Por vezes, pedimos coisas e, não por merecimento, simplesmente caem em nossas mãos, como luvas. Porém, quando colocamos essas luvas, os dedos suam… O desconforto chega a ser imediato. E o seu dilema é, ficar com elas ou desistir de usá-las mesmo sabendo que é um sortudo por tê-las em mãos.
Me encontro diante de dois caminhos, e os dois são lindos e feios ao mesmo tempo. Não sei se escolho o que me convém positivamente, mas que me faz comum, ou o que me convém negativamente, porém me exaltará, mesmo que demore.
Entre luvas e caminhos divinamente obscuros, pouco se sabe o que realmente vai me fazer feliz. Enquanto isso continuo de respiração presa, e coração ansioso, esperando que, em algum momento, o caminho me escolha.
— Extenuante

Em cada rua, procurei a esquina em que você se perdeu, e que seu olhar fingiu não me ver. Além daquele belo e tão elogiado sorriso que você me roubou. Procurei, em qual lombada tropecei, e qual a peça tão importante que quebrei, para que o impedisse de continuar. Procurei, mas não achei. Não achei se quer o motivo que me fez prosseguir, ou a luz no fim do túnel capaz de alumiar o meu caminho. Porém continuei, mesmo quando a escuridão insistiu em apagar a minha esperança. E talvez, eu continue procurando, até, quem sabe, encontrar de uma vez o porquê de você ter ido e não ter voltado.
— Extenuante